HISTÓRIA

No final do século XIX, o remo dominava o Rio de Janeiro. Seis jovens do bairro do Flamengo tiveram a ideia de criar um grupo de remo para disputar com clubes de outros bairros o esporte e a atenção das meninas cariocas.

Em outubro de 1895, esses jovens estavam fazendo uma travessia partindo da praia do Caju, em Ramos em direção à praia do Flamengo. O tempo não estava nem tranquilo, tão pouco favorável, e o barco virou! Um dos jovens, o glorioso Bahia, resolveu sair nadando pela Baia de Guanabara por mais de 4 horas em busca de ajuda. Nesse meio tempo a chuva deu uma trégua e outro barco surgiu para realizar o resgate dos remadores que tinham ficado a deriva e do sobrou da querida “Pherusa’’, embarcação usada pelos jovens.

Tempo depois, após reforma, a ‘’Pherusa’’ foi roubada e desapareceu. Resiliência faz parte do DNA do Flamengo, e assim uma nova embarcação foi adquirida a ‘’Scyra’’. Munidos da sua nova companheira de competição, e em um bate-papo no tradicional Café Lamas, à época no Largo do Machado, os seis jovens tiveram a brilhante e magnífica ideia de criar um Grupo de Regatas. O resto, é história.

Assim, na noite de 17 de novembro de 1895, na casa de número 22 da Praia do Flamengo, os seis jovens fizeram uma reunião para a fundação oficial do Grupo de Regatas do Flamengo. Naquela mesma noite ficou definida a primeira diretoria do Grupo de Regatas, e que a data oficial de fundação seria 15 de novembro, feriado nacional. 

Como sabem, nem sempre fomos Rubro-Negros. A incomparável combinação de cores veio de Nestor de Barros, um dos fundadores que sugeriu a alteração. No início usávamos as cores azul e amarelo ouro. Mas desbotavam fácil nas águas da Baia e o tecido importado da Inglaterra era muito caro para os nossos cofres. Com isso, no dia 23 de novembro de 1896, as cores foram oficialmente alteradas para o vermelho e preto. Data esta, que anos depois viria a ser o aniversário da conquista da Copa Libertadores de 1981 pelo time de futebol.

Novos barcos foram sendo comprados, e o Grupo de Regatas do Flamengo começou a se destacar nas competições. Após muito suor, em 5 de junho de 1898 a bordo do barco ‘’Irerê’’, uma baleeira de dois remos, a primeira glória do Flamengo. Nesse momento o Flamengo era pioneiro em abandonar nomes de origem greco-romana para os seus barcos e usar nomenclaturas de origem indígena. Conexão com o Brasil e sua cultura desde o início.

Em 28 de outubro de 1902, diante de seu crescimento, houve a transformação para Clube de Regatas do Flamengo, vindo a se tornar um dos maiores clubes do mundo. Data esta que, por sua vez, é a de comemoração do dia do Flamenguista e de seu padroeiro, São Judas Tadeu. 

Se na época da fundação do Flamengo o remo reinava absoluto como esporte favorito dos cariocas, em pouco tempo outra modalidade começou a rivalizar pela preferência do público: o futebol. E o Flamengo estava predestinado a ter papel de protagonista nesta nova paixão nacional.

Em 1911, houve um desentendimento interno no Fluminense. Alguns jogadores falavam trocar de clube, enquanto outros até mesmo pensavam em abandonar o futebol. Foi quando Alberto Borgerth, um dos jogadores do Fluminense, fez a proposta de criar uma seção de futebol no Flamengo, onde já era remador. A ideia foi aprovada e, no dia 8 de novembro daquele ano, foi criado o Departamento de Esportes Terrestres rubro-negro.

A nova equipe chamava a atenção e dava os primeiros passos para ganhar enorme popularidade treinando na Praia do Russel. Em 3 de maio de 1912 acontece a primeira partida do Flamengo: uma grande vitória de 15 x 2 sobre o Mangueira, no campo da América. A escalação rubro-negra naquele jogo foi Baena, Píndaro e Nery; Coriol, Gilberto e Galo; Bahiano, Arnaldo, Amarante, Gustavo e Borgerth.

Não demorou muito para vir o primeiro título: em 1912 o Flamengo ganhou seu primeiro Campeonato Carioca.  A conquista veio com uma rodada de antecedência, após a vitória de 2×1 sobre o Fluminense. Riemer fez o gol do título.

A primeira camisa do futebol foi a “Papagaio de Vintém”, quadriculada em vermelho e preto. Em 1914, a equipe passou a atuar com a “Cobra-Coral”, que tinha listras horizontais rubro-negras convivendo com listras mais finas e brancas e foi utilizada pela equipe do primeiro título estadua (na foto). O manto Sagrado passou a ter apenas listras horizontais vermelhas e pretas a partir de 1916, quando o novo uniforme estreou em uma vitória de 3×1 sobre o São Bento, de São Paulo. 

TOTAL DE TÍTULOS
0
INTERNACIONAIS
10 títulos

Mundial interclubes - 1981

Taça Libertadores da América - 1981, 2019 e 2022 (invicto) e 2025

Copa Mercosul - 1999

Copa Ouro Sul-americana - 1996 (invicto)

Recopa Sul-Americana - 2020

Derby das Americas - 2025

Copa Challenger - 2025

NACIONAIS E INTERESTADUAIS
24 títulos

TORNEIOS INTERESTADUAISCampeonato Brasileiro (9 títulos) - 1980, 1982, 1983, 1987, 1992, 2009, 2019, 2020 e 2025

Copa do Brasil - 1990 (invicto), 2006, 2013, 2022 e 2024 

Supercopa do Brasil - 2020, 2021 e 2025

Torneio Rio-São Paulo - 1940 e 1961

Copa dos Campeões Regionais - 2001

Copa dos Campeões Mundiais - 1997 (invicto)

Taça dos Campeões Estaduais - 1956

Taça dos Campeões Brasileiros - 1992

Torneio do Povo - 1972

ESTADUAIS
87 títulos

Campeonato Carioca - (39 títulos) 1914, 1915 (invicto) 1920 (invicto), 1921, 1925, 1927, 1939, 1942, 1943, 1944, 1953, 1954, 1955, 1963, 1965, 1972, 1974, 1978, 1979, 1979 (especial - invicto), 1981, 1986, 1991, 1996 (invicto), 1999, 2000, 2001, 2004, 2007, 2008, 2009, 2011 (invicto), 2014, 2017 (invicto), 2019, 2020, 2021, 2024 (invicto), 2025 e 2026.

Taça Guanabara - (25 títulos) 1970, 1972 (invicto), 1973 (invicto), 1978, 1979, 1980 (invicto), 1981, 1982, 1984, 1988, 1989 (invicto), 1995, 1996 (invicto), 1999 (invicto), 2001, 2004, 2007, 2008, 2011 (invicto),  2014, 2018, 2020, 2021, 2024 (invicto) e 2025.

Taça Rio (10  títulos) - 1978 (invicto), 1983, 1985 (invicto), 1986, 1991(invicto), 1996 (invicto), 2000, 2009, 2011 (invicto) e 2019.

Taça da Capital do Rio de Janeiro - 1991 (invicto) e 1993.

Copa Rio - 1991 (invicto).

Torneio Extra do Rio de Janeiro - 1934.

Torneio Aberto do Rio de Janeiro - 1936 (invicto).

Torneio Relâmpago do Rio de Janeiro - 1943.

Copa Record - 2005

Torneio Início do Campeonato Carioca - (6 títulos) 1920, 1922, 1946, 1951, 1952, 1959

TORNEIOS NO EXTERIOR
21 títulos

24 títulosTORNEIOS INTERESTADUAISTorneio Quadrangular de Lima (Peru) - 1952

Torneio Quadrangular da Argentina - 1953

Torneio Quadrangular de Israel - 1958

Torneio Hexagonal do Peru - 1959

Torneio Octagonal de Verão - 1961

Torneio Quadrangular da Tunísia - 1962

Troféu Naranja (Espanha) - 1964 e 1986)

Torneio Quadrangular do Equador - 1966

Torneio Quadrangular de Marrocos - 1968

Torneio Palma de Mallorca (Espanha) - 1978

Troféu Ramón de Carranza (Espanha) - 1979 e 1980

Troféu Ciudad de Santander (Espanha) - 1980

Capa Punta del Este (Uruguai) - 1981

Torneio Internacional de Nápoles (Itália) - 1981

Torneio Air Gabon (Gabão) - 1987

Torneio Internacional de Angola - 1987

Copa Kirin (Japão) - 1988

Troféu Colombino (Espanha) - 1988

Torneio de Hamburgo (Alemanha Ocidental) - 1989

Capa Marlboro (Estados Unidos) - 1990

Taça Libertad (Argentina) - 1993

Torneio See'94 (Malásia) - 1994

Florida Cup - 2019

TORNEIOS INTERNACIONAIS NO BRASIL
6 títulos

Torneio Internacional do Rio de Janeiro - 1954 e 1955

Torneio Internacional do Morumbi - 1957

Torneio Internacional de Verão - 1970 e 1972

Torneio QUadrangular Internacional de Goiás - 1975

TORNEIOS INTERESTADUAIS
8 títulos

Torneio Triangular de Curitiba - 1953

Torneio Triangular de Goiás - 1965

Torneio Quadrangular do Espírito Santo - 1965

Torneio 320 Anos de Jundiaí (SP) - 1975

Torneio Elmo Serejo (DF) - 1976

Torneio Inauguração do Estádio José Fragelli em Cuiabá/MT - 1976

Torneio Quadrangular de Varginha (MG) - 1990

Torneio Cidade de Brasília - 1997

TORNEIOS MUNICIPAIS / ESTADUAIS
3 títulos

Taça Madame Gaby Coelho Netto - 1916

Troféu América Fabril - 1919 e 1922

1942 -1943 – 1944

O primeiro tricampeonato carioca da história do Flamengo teve um grande mentor: o técnico Flávio Costa. Foi ele quem estruturou a equipe que um 1942 impediu o tricampeonato do Fluminense, liderada em campo por um dos maiores jogadores rubro-negros de todos os tempos: Thomaz Soares da Silva, o Zizinho. Acompanhando o Mestre Ziza estavam craques como Domingos da Guia, Biguá, Bria, Jayme, Valido, Pirillo e Vevé.

Em três anos, foram 44 vitórias, 188 gols marcados e apenas 6 derrotas. O time obteve a incrível média de três gols por partida, tendo Pirilo como artilheiro da campanha: 46 gols. O tri veio com a categoria e a raça de Valido: aos 30 anos, o ponta-direito argentino voltou ao futebol e marcou o gol da conquista de cabeça, aos 41 minutos do segundo tempo da final contra o Vasco, diante de 20 mil torcedores na Gávea.

1953 – 1954 – 1955

O sangue paraguaio foi importantíssimo na conquista do segundo tricampeonato rubro-negro. Vindo do país vizinho, o lendário técnico Fleitas Solich trouxe os conterrâneos Chamorro e Benítez. Os quatro uniram-se a uma grande geração que contava com Pavão, Jodir, Dequinha, Jordan, Joel, Rubens, Paulinho, Índio, Evaristo, Esquerdinha, Zagallo e Dida – arilheiro que foi grande ídolo de infância de Zico.

O terceiro título veio na decisão contra o América, em três partidas. Na primeira, vitória de 1×0; na segunda, uma surpreendente derrota por 5×1; e, na finalíssima, o troco com goleada rubro-negra por 4×1.

1978 – 1979

O terceiro tri do Flamengo foi a primeira grande conquista da equipe mais vitoriosa da história do clube. Liderada por Zico, a geração de Adílio, Rondinelli, Tita e Júnior, reforçada pelos experientes Raul e Carpegiani, ganhou tudo o que foi possível – no Rio, no Brasil, na América do Sul e no Mundo.

Em 1978, o título em cima do Vasco veio com o épico gol de cabeça do zagueiro Rondinelli, o Deus da Raça, que testou com força o escanteio cobrado por Zico para bater o goleiro Leão e impedir o bicampeonato do rival. No incio do ano seguinte, em meio a incerteza sobre o Campeonato Brasileiro, a Federação do Rio decidiu organizar um campeonato que ficou conhecido como “Especial” – e seus dois turnos foram vencidos pelo Flamengo, de forma invicta, tendo Zico como artilheiro. Desta forma, 1979 teve dois campeonatos estaduais, mas apenas um campeão: o segundo torneio teve três turnos e novamente todos foram vencidos pelo Flamengo, de novo com Zico consagrando-se artilheiro.

1999 – 2000 – 2001

A virada do século trouxe o quarto tricampeonato carioca para o Flamengo. A partir de 1999, foram três decisões consecutivas conta o Vasco que geraram histórias inesquecíveis para uma geração de rubro-negros.

No primeiro título, o Maracanã lotado assistiu o Flamengo pressionar seu adversário durante a maior parte do jogo decisivo, em uma tensão que só se aliviou quando Rodrigo Mendes cobrou falta de longa distância e viu sua bala desviar na barreira e vencer o goleiro cruzmaltino. Em 2000, depois de vencerem por 3×0 a primeira partida da final, os rubro-negros encheram as equibancadas para celebrar o bicampeonato em vitória por 2×1, gols de Reinaldo e Tuta.

E, em 2001, a emoção teve seu auge aos 43 minutos do segundo tempo da partida decisiva. Após vencer  o primeiro jogo das finais por 2×1, o Vasco podia perder por até um gol de diferença para garantir o campeonato. Mas uma cobrança perfeita de falta de Petkovic definiu o 3×1 que trouxe o título para a Gávea. Com o lugar já garantido na história do clube, o meio sérvio retornaria para uma segunda passagem pelo Flamengo em 2009, quando também foi decisivo na conquista do hexacampeonato brasileiro.

 

2007 – 2008 – 2009

Se o Vasco foi derrotado em três finais consecutivas no quarto tri, o quinto veio com vitórias seguidas sobre o Botafogo. A sequência começou em 2007; Renato Augusto, com uma bomba da intermediária, fez o golaço que igualou o placar na segunda partida; com o 2×2, resultado idêntico ao do primeiro jogo, a decisão foi para os pênaltis e o Flamengo saiu vencedor.

Em 2008, Obina marcou nas duas vitórias contra os alvinegros, por 1×0 e 3×1, e garantiu o bi. E em 2009 o tri veio com a repetição da história de 2007: dois empates por 2×2 antecederam a vitória rubro-negra nos pênaltis. Dirigido por Cuca e tendo o zagueiro Fábio Luciano como capitão, o Flamengo não só conquistou o penta tri, mas também colocou-se como o maior vencedor da história do Campeonato Carioca, superando todos os seus rivais em número de conquistas. 

1990

O Flamengo conquistou seu primeiro título da competição logo em sua segunda edição. Depois de bater o Bahia nas quartas-de-final e o Náutico na semifinal, a equipe dirigida por Jair Pereira enfrentou o Goiás na decisão. O zagueiro Fernando fez o gol da vitória no jogo de ida, em Juíz de Fora(MG), e com isso os rubro-negros jogariam pelo empate na partida decisiva, em Goiânia.

E foi mesmo com o empate que o título foi definido. Diante de mais de 45 mil pessoas no Serra Dourada, o Flamengou segurou o 0x0 que garantiu a conquista invicta; foram 6 vitórias e 4 empates. O centroavante Gaúcho foi o artilheiro do time, com 5 gols. Esta foi a primeira conquista de Júnior em sua segunda passagem pelo Flamengo, após retorno da Itália, motivo pelo desejo de que seu filho o visse atuando com o Manto Sagrado.

Na partida decisiva, o time atuou com Zé Carlos, Aílton, Vitor Hugo, Rogério e Piá; Uídemar, Júnior e Bobô (Nélio); Renato Gaúcho, Gaúcho (Marquinhos) e Zinho.

 

2006

Em 2006, pela primeira vez a Copa do brasil foi decidida por dois clubes do mesmo estado. Enquanto o Flamengo havia passado por Atlético-MG nas quartas e Ipatinga nas semifinais para chegar à decisão, o Vasco eliminara outro rival local, o Fluminense, antes da final.

Assim, o Rio de Janeiro parou para assistir aos dois clássicos que decidiram o título. E o bicampeonato rubro-negro foi encaminhado na primeira partida com uma boa vitória por 2×0, gols de Obina e Luizão. Assim na segunda partida as arquibancadas do Maracanã eram totalmente dominadas pela torcida do Flamengo, que comemorou mais uma vitória – 1×0, gol de Juan – e o título.

Renato foi o artilheiro rubro-negro na conquista, com 6 gols. No jogo do título, o time foi dirigido por Ney Franco e jogou com Diego, Renato Silva, Fernando e Rogrido; Léo Moura, Toró (Obina), Jônatas, Renato, Renato Augusto (Peralta) e Juan; Luizão (Léo Oliveira).

 

2013

O tricampeonato da Copa do Brasil marcou o reencontro da torcida do Flamengo com o Maracanã. Após alguns anos fechado para a preparação para a Copa do Mundo de 2014, o estádio reabriu suas portas e viu o Flamengo tornar-se o primeiro campeão em sua nova fase.

A campanha contou com grandes atuações da torcida rubro-negra. A partir das oitavas-de-final, a ligação entre campo e arquibancada foi imbatível e fez com que o Flamengo conseguisse superar adversários fortes, que vinham em grandes campanhas no Campeonato Brasileiro. Cruzeiro, Botafogo e Goiás foram batidos antes da grande final, contra o Atlético-PR.

No jogo de ida, em Curitiba, o volante Amaral marcou o gol do empate em 1×1. Na grande decisão, Elias e Hernane decidiram a vitória por 2×0, garantindo a conquista. Hernane, O Brocador, foi o artilheiro da campanha e da competição, com 8 gols. No último jogo, a equipe do técnico Jayme de Almeida atuou com Felipe, Léo Moura (Marcos Gonzales), Samir, Wallace e André Santos; Amaral, Elias (João Paulo), Luiz Antônio e Carlos Eduardo; Paulinho e Hernane.
 
2022
 
O Mais Querido conquistou o tetracampeonato em 2022 ao bater o Corinthians na final. No primeiro jogo, em São Paulo, 0 a 0. No jogo de volta, no Maraca, empate no tempo normal em 1 a 1 e vitória rubro-negra nos pênaltis por 6 a 5. O gol do título, nos penais, foi marcado pelo lateral-direito Rodinei. 
 
O Flamengo começou a campanha na Terceira Fase. Passou pelo Altos-PI. Nas oitavas de final, o Mengão passou pelo Atlético-MG. Nas quartas de final, superou o Athletico-PR. Na semifinal, deu Mengão contra o São Paulo. 
 
2024
 
Em 2024, o Mais Querido, sob o comando do ídolo Filipe Luís, venceu o Atlético-MG na grande final. No primeiro jogo, no Maracanã, vitória rubro-negra por 3 a 1 com gols de Arrascaeta e Gabigol (2). Em Belo Horizonte, a vitória rubro-negra foi por 1 a 0 com gol do equatoriano Plata. MENGÃO PENTACAMPEÃO DA COPA DO BRASIL! 
1980

Depois do tricampeonato estadual conquistado entre 1978 e 1979, era o momento da geração comandada por Zico começar vôos mais altos. Em 1980, pela primeira vez a Maior Torcida do Mundo pôde comemorar o título brasileiro. A conquista veio em uma emocionante final contra o Atlético-MG, que venceu a primeira partida no Mineirão por 1×0 mas não conseguiu segurar os rubro-negros no Maracanã. Zico e Nunes já haviam colocado o Flamengo à frente, mas viram o atleticano Reinaldo empatar por duas vezes. Com 2×2 no placar e o jogo se encaminhando para o fim, Nunes driblou o zagueiro Silvestre, venceu o goleiro João Leite e decidiu o título.

A final aconteceu em 1/6/1980 e o Flamengo, dirigido por Cláudio Coutinho, jogou com Raul, Toninho Baiano, Manguito, Marinho e Júnior; Andrade, Carpegiani (Adílio) e Zico; Tita, Nunes e Júlio César (Carlos Alberto). Zico terminou o campeonato como o melhor jogador e artilheiro, com 21 gols.

 

1982

Depois de vencer a Libertadores e o Mundial no a no anterior, o Flamengo manteve a base vencedora e chegou ao bicampeonato vencendo na final o Grêmio, campeão do ano anterior. No primeiro jogo da final, no Maracanã, Zico marcou o gol do empate em 1×1 nos últimos minutos. O Grêmio poderia decidir a parada no Olímpico, mas não conseguiu sair do 0x0. Assim, a definição ficou para a teceira partida, novamente em Porto Alegre – e aí deu Flamengo. Zico, que havia previsto a vitória por 1×0 na véspera, fez o passe e Nunes, cumprindo sua vocação de Artilheiro das Decisões, marcou. O 1×0 foi o placar final e a equipe do técnico Paulo César Carpeggiani trouxe o troféu para a Gávea.

O jogo decisivo foi disputado em 25/4/1982 e o Flamengo jogou com Raul, Leandro (Antunes), Figueiredo, Marinho e Júnior; Andrade, Adílio e Zico; Tito, Nunes (Vitor) e Lico. Novamente Zico foi o artilheiro do time na campanha com 21 gols.

 

1983

É claro que a torcida rubro-negra teve papel decisivo em cada conquista. Em 1983, ela alcançou uma marca histórica: o maior público pagante registrado em uma partida de Campeonato Brasileiro. Aconteceu na grande final, cointa o Santos, no Maracanã; 155.523 pagantes. E a festa começou cedo, com Zico fazendo o primeiro gol logo no primeiro minuto da partida. Adílio e Leandro também marcaram, completando o 3×0 que definiu o título. No jogo de ida, no Morumbi, o Santos havia vencido por 2×1.

Grande parte dos jogadores que haviam conquista os grandes títulos das temporadas anteriores seguiram no elenco. Um reforço importante foi o centroavante Baltazar, que terminou a competição, como vice-artilheiro da equipe, com 13 gols – atrás de Zico, que fez 17. Carlos Alberto Torres era o técnico na partida decisiva, que aconteceu em 29/5/1983. O Flamengo atuou com Raul, Leandro, Figueiredo, Marinho e Júnior; Vitor Adílio, Élder e Zico; Baltazar (Robertinho) e Júlio César (Ademir).

 

1987

Havia um clima de incerteza em torno da realização do Brasileiro de 1987. Com o risco da competição não acontecer por falta de recursos, os maiores clubes do país se uniram e acabaram organizando o campeonato de maior sucesso até então, com grande média de público e uma enorme repercussão entre os torcedores. E o quarto título do Flamengo veio de forma emocionante.

Zico convivia com problemas físicos desde a grave contusão que sofrou pouco após seu retorno da Itália, em 1985. Ainda assim, teve forças para liderar uma equipe com veteranos e jovens de enorme talento. Renato Gaúcho, contratado como destaque junto ao Grêmio, completava a fórmula vencedora. Apesar de hoje chamar atenção a escalação, em que 9 dos títulares disputaram Copas do Mundo, na época o Flamengo visto como azarão durante boa parte da competição – mas eliminou o favorito Atlético-MG nas semifinais e bateu o Internacional na decisão. Após empate em 1×1 na Beira-Rio, o time de Carlinhos – que foi campeão carioca pelo Flamengo em 1963 e 1965 jogando pelo meio-campo e assumiu como treinador durante o campeonato – venceu a última partida por 1×0 no Maracanã, com gol de Bebeto. No dia 13/12/1987, o Flamengo entrou em campo de baixo de chuva para ser tetracampeão brasileiro com Zé Carlos, Jorginho, Leandro, Edinho e Leonardo; Andrade, Aílton e Zico (Flávio); Renato Gaúcho, Bebeto e Zinho. O artilheiro da campanha foi Bebeto, com 6 gols.

 

1992

Assim como em 1987, o título de 1992 contou com um veterano campeão do Mundo como líder de uma nova geração. Desta vez, o destaque foi Júnior que retornara dois anos antes da Itália, motivado pelo desejo de ter seu filho o assistindo jogar com o Manto Sagrado. O Vovô Garoto, que era lateral esquerdo em sua primeira passagem pela Gávea, passou a jogar no meio-campo e ser chamado de Maestro. Além da categoria em campo e da precisão nas cobranças de falta, Júnior foi importante também passando sua experiência para garotos como Júnior Baiano, Gelson, Rogério, Piá, Nélio, Marquinhos, Marcelinho, Djalminha e Paulo Nunes.

A final foi contra o Botafogo, que vinha de melhor campanha nas primeiras fases – mas não resistiu à grande atuação rubro-negra na primeira partida, vencida por 3×0. Júnior e Júlio César marcaram os gols no segundo jogo, que terminou 2×2 e selou a conquista. Carlinhos, campeão em 1987, novamente era o treinador. Em 19/7/1992, o Flamengo conquistou o penta jogando com Gilmar, Charles Guerreiro, Wilson, Gottardo, Gelson e Fabinho (Mauro); Uídemar, Júnior e Zinho; Júlio César, Gaúcho (Djalminha) e Piá. O artilheiro do time foi Júnior, com 9 gols.

 

2009

Mais uma vez, um treinador com passado de conquistas pelo rubro-negro em campo e um velho ídolo de títulos anteriores foram decisivos para que o Flamengo fosse campeão brasileiro. Em 2009, estes papéis foram de Andrade – campeão como jogador em 1’980, n1982, 1983 e 1987, agora treinador – E Petkovic  – autor do inesquecível gol que decidiu o tricampeonato estadual em 2001. A grande fase de Pet no campeonato coincidiu com o melhor momento na competição do centroavante Adriano, que terminou artilheiro com 19 gols. Os dois lideraram a arrancada que fez o time subir decisões na tabela até assumir a primeira colocação pela primeira vez apenas na penúltima rodada.

A disputa foi emocionante e, na última rodada, quatro equipes ainda podiam sonhar com o título. Ao Flamengo bastava ganhar do Grêmio no Maracanã para não depender de qualquer outro resultado e sair campeão. E foi o que aconteceu: os zagueiros David Braz e Ronaldo Angelim marcaram e definiram a vitória por 2×1. Nesta última partida, disputada em 6/12/2009, o Flamengo jogou com Bruno, Léo Moura, David Braz, Ronaldo Angelim e Juan; Aírton, Toró (Éverton), Willians, Petkovic (Fierro) e Zé Roberto (Kléberson); Adriano.

2019

O Flamengo montou um grande time em 2019. Nomes como Gabigol, Bruno Henrique, De Arrascaeta, Rafinha, Rodrigo Caio, Filipe Luís, Gerson e Pablo Marí chegaram a formaram a espinha dorsal do time que chegou ao título sob o comando do espetacular técnico Jorge Jesus, que também chegou ao clube em 2019. Foi uma campanha impecável e o título chegou com várias rodadas de antecedência. Foram recordes e mais recordes atingidos por uma equipe que, sem dúvida, ficou marcada na história do clube.

Já campeão, o Flamengo não tirou o pé do acelerador em nenhum momento. Prova disso foi a grande vitória sobre o Palmeiras, terceiro colocado, na antepenúltima rodada, por 3 a 1, na casa do adversário. Foram dois gols de Gabigol e um do meia uruguaio De Arrascaeta.

2020

O Mengão manteve a base de 2019 e conquistou mais um título brasileiro: o octacampeonato! Agora, sob o comando do técnico Rogério Ceni. Gabigol, Bruno Henrique, De Arrascaeta, Rodrigo Caio, Filipe Luís, Everton Ribeiro, Diego Ribas, mais uma vez, se destacaram. 
 
Como em 2009, o Mais Querido teve uma grande arrancada na reta final. Grandes vitórias como a sobre o Grêmio por 4 a 2, fora de casa, e sobre o Inter por 2 a 1, no Maraca, marcaram a campanha.

 

2025

Comandado pelo técnico Filipe Luís, o Mengão fez uma campanha impecável e conquistou o Eneacampeonato. O jogo do título foi a vitória sobre o Ceará, no Maracanã. Gol de Samuel Lino. E foram vários os destaques rubro-negros ao longo da campanha. De Arrascaeta, por exemplo, fez uma de suas melhores temporadas na carreira. 

O Flamengo fechou a campanha com 79 pontos, três a mais do que o Palmeiras, vice-campeão. Cruzeiro e Mirassol fecharam o G-4. 

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